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Os principais métodos para Gestão de Estoque

Afinal, quanto vale o seu estoque? Essa pergunta pode ter duas respostas diferentes. Podemos estar nos referindo ao seu preço de venda. Nesse caso, quem estipula o valor é o empreendedor, observando os valores praticados pelo mercado. No entanto, quando nos referimos à determinação dos custos a serem baixados da receita líquida para termos nosso lucro bruto, a história é bem diferente. Pode parecer simples, mas a gestão de estoques demanda a utilização de métodos especiais.

Estoques são renovados constantemente em uma empresa e, por conta desse dinamismo, é preciso tomar bastante cuidado ao estipularmos os custos das mercadorias vendidas. Isso porque é sempre importante lembrar que estamos lidando com uma economia inflacionária, e isso pode fazer toda a diferença na hora de contabilizarmos custos — o Fisco, inclusive, proíbe a utilização de determinados modelos para maquiar o IRPJ. Por esse motivo, resolvemos trazer para vocês os 3 principais modelos de avaliação de estoques. Confira!

Modelo PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair)

Modelo bastante recorrente nas empresas que, inclusive, já foi tema em uma postagem em nosso blog, em que apontamos todos os seus benefícios. O modelo PEPS procura baixar os estoques de acordo com a sua ordem de chegada, ou seja, os valores das primeiras remessas serão baixados primeiros quando ocorrer a venda, até finalmente chegar nos valores da segunda e daí por diante.

A logística não deve se limitar aos fatores contábeis. Na hora de vender seus produtos, procure sempre fornecer os mais antigos primeiros, pois devemos considerar a possibilidade de perderem a validade ou, simplesmente, sofrerem depreciação com o tempo. O PEPS é um dos modelos mais recomendados pelo Fisco (sendo utilizado por ele) e, inclusive, por qualquer administrador de empresas que queira preservar o valor do seu estoque.

Modelo UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair)

O modelo UEPS caminha no sentido oposto do PEPS, pois o registro contábil é feito a partir do último a entrar, ou seja, baixam-se os valores dos produtos mais antigos. Esse modelo, no entanto, é proibido pelos órgãos de Receita Federais, Estaduais e Municipais, pois supervaloriza o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV), gerando um impacto direto nos tributos a recolher (principalmente o IRPJ, pois, para calcular sua base, se exclui o CMV).

No campo logístico, o UEPS também apresenta seus problemas. Vender os últimos produtos adquiridos primeiro é um risco, pois, como vimos anteriormente, a possibilidade de encontrarmos produtos depreciados no futuro é muito maior — ou, até mesmo, perdas por conta da validade. Por isso, se tiver que escolher entre PEPS e UEPS, faça sempre a primeira opção.

Média Ponderada Móvel (Custo Médio)

Por fim, outro modelo bastante interessante é a Média Ponderada Móvel, que se diferencia bastante dos dois anteriores. Nesse caso, o empreendedor teria que refazer os valores do estoque sempre que entrarem novas mercadorias, estabelecendo uma média ponderada. Somam-se os valores dos primeiros produtos com os valores dos segundos, e divide-se pela quantidade total deles.

Contabilmente, a fórmula é aceita em determinados casos, como na fabricação das indústrias, embora seja importante verificar se é possível realizar essa fórmula no seu modelo de negócios. Logisticamente, o modelo ideal continua sendo o PEPS, mesmo que a Média Ponderada Móvel seja adotada para fins contábeis, por todos os motivos já apontados por nós anteriormente.

Qual método de Gestão de Estoque mais lhe chamou a atenção? Está com dúvidas? Deixe um comentário abaixo que entramos em contato.

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