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Saiba como gerenciar os padrões de qualidade no setor do mel

Setor de Mel 24.06.2022 7 minutos de leitura Voltar
qualidade no setor do mel

Fazer a gestão da qualidade no setor do mel é importante para agregar valor ao seu produto, garantir a satisfação do cliente, conferir credibilidade à sua empresa, facilitar negociações para exportações, evitar problemas com regulações sanitárias e, como consequência disso tudo, assegurar bons resultados financeiros. Portanto, é um assunto de extrema importância!

Na prática, os procedimentos da gestão da qualidade são comuns a empresas de todos os portes e segmentos de atuação, mas é fundamental observar que, no caso do setor do mel, algumas questões específicas exigem ainda mais planejamento.

Em parte, porque não existe exatamente uma padronização dos procedimentos para garantir a uniformização das práticas produtivas. E também porque o mercado consumidor é bastante exigente, ao mesmo tempo em que precisa ser conquistado. Assim, garantir a qualidade no setor do mel é vital para driblar essas barreiras e atuar com foco em bons resultados.

Como planejar a gestão da qualidade no setor do mel

Para estruturar uma cultura de gestão da qualidade, é preciso estar em conformidade com as definições da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mas também elaborar uma Política de Qualidade própria. Ela precisa ser criada considerando alguns aspectos fundamentais que levam os processos de uma empresa a um valor ideal de excelência. Veja quais são:

1 – Foco no cliente

O trabalho deve ser realizado com o objetivo principal de atender às necessidades e expectativas do público que vai comprar ou consumir o produto. Naturalmente, existem clientes mais exigentes que outros, porém, em geral, a proposta deve ser garantir o mais alto nível de satisfação.

2 – Liderança proativa

Todo o esforço de garantir a qualidade no setor do mel ― algo comum a todas as outras empresas ― depende do trabalho das pessoas. São elas, mais que máquinas ou burocracias, que garantem um bom produto. Por isso, contar com lideranças focadas, humanizadas e empenhadas é fundamental, pois isso é algo motivador. Só que há um porém nessa história: quando falamos em liderança, fazemos referência mais a um comportamento e pensamento do que a um cargo.

3 – Envolvimento dos profissionais

Este tópico tem tudo a ver com o anterior. É o esforço coletivo, o trabalho em equipe que vai garantir a qualidade, o cumprimento da política definida pela empresa e o respeito às normas técnicas existentes.

4 – Melhoria contínua

O mundo está em constante transformação, as tecnologias se aprimoram a cada dia e as expectativas dos clientes também mudam, acompanhando todo esse movimento. Então, dentro da empresa, as mudanças também são necessárias. Sem melhoria contínua, não é possível assegurar a qualidade, que é fruto da inovação.

5 – Decisões baseadas em fatos

No nosso dia a dia, costumamos tomar muitas decisões com base na emoção, mas esta não é uma possibilidade dentro de uma empresa. Portanto, é preciso ter dados e indicadores para que as escolhas sejam confiáveis e lógicas. Palpites não combinam com uma gestão da qualidade eficaz.

6 – Boa relação com os fornecedores

A qualidade da matéria-prima é primordial para o produto final que você entrega. Assim, conhecer o método de produção dos apicultores e a origem do pólen usado pelas abelhas (se é monofloral ou polifloral) é importante. Além, claro, de manter um diálogo aberto com este público para que a sua empresa tenha acesso a um recurso de excelência.

7 – Gerenciamento por processos

Para que tudo isso seja possível e as estratégias traçadas sejam cumpridas, é necessário acompanhar cada etapa, conhecer os recursos, compreender os processos, identificar as não-conformidades e tratar as causas delas.

Bom, após a elaboração da Política de Qualidade considerando estes 7 tópicos que apresentamos aqui, é necessário atentar-se aos fluxos internos. Quer dizer, a criação dessa política é uma parte burocrática que toma forma quando as pessoas começam a trabalhar para colocar tudo em prática no dia a dia da produção.

Vale ressaltar que você pode até não ter interesse em uma certificação ISO 9001, que sinaliza empresas-modelo de gestão da qualidade. Mesmo assim, as políticas recomendadas para conquistar este selo são bons parâmetros capazes de colocar o seu negócio em dia com as melhores práticas do mercado, resultando em um produto de reconhecimento elevado.

As etapas de atenção na gestão da qualidade

Com os colaboradores todos em sintonia e cientes dessa preocupação com a excelência, o primeiro ponto de atenção recai sobre a matéria-prima, onde tudo começa. É necessário selecionar os fornecedores de acordo com os requisitos determinados na Política de Qualidade. Caso sejam parceiros de longa data, vale uma conversa franca e aberta para alinhamento das expectativas.

Garantindo este insumo dentro dos padrões esperados, a próxima etapa é observar o processo de produção, envase e finalização dos produtos: práticas e maquinários precisam ser monitorados constantemente, com os devidos momentos de manutenção preventiva. Isso contribui para a gestão de riscos, evita atrasos, falhas, retrabalhos e desperdícios.

Por fim, a entrega do mel já processado e embalado precisa ser feita também respeitando a Política de Qualidade criada pela sua própria empresa. Ainda que seja um documento interno e particular, alguns fatores são universais: pontualidade e exatidão no atendimento aos pedidos.

Características específicas do produto

Além dessas questões de processos de produção, há alguns pontos exclusivos da atividade da empresa que devem sempre ser regulados de perto. Muitos deles já devem ser do seu conhecimento, mas em meio a tantas preocupações para deixar todo o fluxo alinhado em busca da qualidade no setor do mel, aspectos próprios do produto podem passar despercebidos.

Por exemplo, é vital que a porcentagem de água não ultrapasse os 20%. O ideal, entretanto, é um valor entre 16,8% e 17%, pois assim a durabilidade e a qualidade do mel são garantidas e a comercialização ― inclusive para exigentes mercados externos ― fica mais fácil. Já a cor varia do extra branco até o âmbar escuro, dependendo do destino onde o cliente está e, claro, da origem do insumo, já que o tipo de pólen interfere na coloração.

Enfim, é bastante coisa para ficar de olho, não é mesmo? Por isso é fundamental contar com o suporte de um sistema de gestão capaz de contribuir na preservação da qualidade do setor do mel e em tantos outros desafios que naturalmente existem no dia a dia das empresas desta área. E a Brasão entende as particularidades deste mercado e oferece uma solução sob medida para auxiliar!

Nosso ERP é inteiramente ajustável às necessidades da sua empresa e ideal para ter o controle de todos os processos, auxiliando de forma eficaz a garantir a excelência em todas as etapas, o que é requisito para o cumprimento da Política de Qualidade predefinida. Da coleta do mel à apuração dos custos reais por absorção, nossa solução oferece rastreabilidade total dos processos, cumprindo com as obrigatoriedades junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Além disso, proporciona processo de blendagem integrado às especificações do mel e aos saldos de estoque e, ainda, atende aos requisitos de controle de qualidade estabelecidos pelos clientes, legislação e órgãos regulatórios. Que tal entender melhor como um sistema deste tipo pode contribuir com os seus negócios e assegurar a satisfação dos clientes e o bom relacionamento com o seu público interno e fornecedores?

erp para o setor de mel

Esperamos que este artigo tenha sido esclarecedor, mas, em caso de dúvidas, estamos sempre à disposição para conversar. Queremos ser parceiros estratégicos no desenvolvimento da qualidade na sua empresa e, acredite, temos a solução para isso! Ah, e se você achou estas informações úteis, compartilhe nas suas redes para levar o conhecimento mais longe!