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Você sabe qual é diferença entre financiamento e empréstimo?

Não é segredo que a autossuficiência é a meta de qualquer empresa. Poder fazer com que o próprio dinheiro circule, financie os investimentos e pague as conquistas é o cenário ideal, não é verdade? Tudo isso sem depender de outros agentes para cumprir com as obrigações trabalhistas e fiscais e ter autonomia para fazer o direcionamento de caixa como bem entender. A realidade, contudo, nem sempre é tão otimista e, justamente por isso, é importante saber a diferença entre financiamento e empréstimo. Até porque, às vezes, buscar recursos fora da empresa acaba sendo o caminho que o gestor precisa percorrer.

E mesmo que as opções de empréstimo e financiamento saltem aos olhos com certa facilidade, é importante que o empreendedor tenha consciência do peso de cada uma dessas ações. Assim, é essencial saber diferenciar na prática cada uma delas e escolher a alternativa de crédito que melhor atenda às necessidades da empresa.

Às vezes, a definição desses conceitos gera certa confusão, mas o fato é que, embora ambos sejam operações de crédito, eles têm algumas diferenças, principalmente na função que cumprem para o caixa. Além disso, também se distinguem na forma como são contratados, no tamanho dos juros e em outras particularidades. Entender detalhadamente como tudo isso funciona deve fazer parte do bê-á-bá do empreendedor.

Como funciona o empréstimo

Sem muito segredo, podemos entender o empréstimo quando alguma instituição financeira ― geralmente bancos ou cooperativas de crédito ― coloca um determinado valor à disposição da empresa para que ela utilize como bem entender, sem uma necessidade de justificar o destino do dinheiro. Aqui, a única exigência, de fato, é garantir a devolução do valor dentro do prazo e com o pagamento de juros e taxas determinados pela instituição financeira. Normalmente, nesta modalidade, não são exigidas garantias físicas em troca do dinheiro ― como imóveis, máquinas ou automóveis ― e a aprovação costuma ocorrer após consulta a órgãos de proteção de crédito e alguma comprovação de rendimentos.

O empréstimo é formalizado por meio de um contrato, que acaba se tornando a maneira de dar segurança e legitimidade ao processo de tomada de crédito. Assim, ele acaba sendo bastante útil às empresas, visto que envolve menos burocracia e garante autonomia para que o empreendedor direcione, dimensione e utilize o valor da forma como achar melhor, independentemente das margens e das necessidades da empresa.

No entanto, são exatamente essa burocracia reduzida e a falta de exigências mais complexas que causam os fatores negativos do empréstimo. As taxas de juros, por exemplo, podem ser mais altas que em outras modalidades de crédito. Isso porque elas funcionam como uma espécie de proteção para a instituição financeira que está cedendo o dinheiro. Não é uma regra, mas é comum ainda que os prazos para pagamento sejam mais curtos, justamente pelos riscos envolvidos na operação.

Entendendo a diferença entre financiamento e empréstimo

Na hora de procurar um financiamento, todas as exigências que não aparecem nos modelos de empréstimo estão presentes como as principais características do financiamento ― com uma ênfase bem significante quanto ao destino exato da aplicação do recurso e as razões para a solicitação do aporte. Num exemplo prático, vamos supor que a sua empresa faça a solicitação de um financiamento para comprar cinco máquinas novas para a linha de produção. O destino desse dinheiro deve ser exclusivamente para a aquisição dessas cinco peças. Nada mais, nada menos.

Aqui, as garantias complexas exigidas pela instituição financeira também estão presentes. Em muitos casos, o próprio alvo do financiamento costuma ser tomado como garantia. Com base no mesmo exemplo acima, para garantir o financiamento para a compra do maquinário, é muito provável que as próprias máquinas sejam definidas como as garantias em caso de inadimplência. Em outros casos, ainda, se o destino do financiamento for uma reforma ou ampliação da área fabril, imóveis, automóveis e outros bens acabam entrando na conta para garantir a segurança contra riscos.

Como consequência da tomada de garantias, contudo, o empreendedor se depara com taxas de juros menores e prazos mais flexíveis para o pagamento dos valores financiados, embora a burocracia envolvida no processo de liberação de um financiamento aumente consideravelmente em relação aos empréstimos.

A empresa pode ter de apresentar orçamentos, balanços e demonstrativos de resultados. Por isso que é importante manter esses documentos e relatórios sempre atualizados e disponíveis para utilização. Dessa forma, o empreendedor conta com mais segurança na análise do negócio e na capacidade de pagamento da dívida.

Após escolher qual a modalidade que se apresenta mais adequada ao seu negócio, é hora de buscar uma instituição financeira para conhecer as condições, que variam de acordo com quem oferece essas opções de crédito. Agora, tão importante quanto isso é ter o apoio de um sistema de gestão para saber exatamente do que a sua empresa precisa. Só assim será possível conhecer exatamente quais são as necessidades reais dela e não correr o risco de fazer um financiamento ou empréstimo para algo que, com uma simples otimização de recursos ou ajuste de processo, poderia ser resolvido.

Agora, se de fato for necessário buscar crédito, o gestor terá que realizar uma cuidadosa análise da situação financeira, dos orçamentos, do fluxo de caixa e do planejamento de vendas. E aí um sistema de gestão pode auxiliar também, porque ele tem a capacidade de concentrar as informações que você precisa em um só lugar.

Enfim, vale dedicar um bom tempo para estudar as duas opções com atenção redobrada junto à sua equipe financeira. E se o sistema de gestão, que acabamos de mencionar, é o que falta para você tomar uma decisão mais acertada, conte com a gente! Em caso de dúvidas, você também pode entrar em contato conosco ou deixar sua mensagem no espaço abaixo.

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