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As 5 ações para controlar os encargos fiscais

Já se foi o tempo em que o contador se limitava a ser um mero escriturador de ativos e passivos em demonstrativos de resultados. Em que o gerente da área fiscal se limitava em coordenar seu setor, como se fosse uma unidade separada da organização. Em que a área financeira, alienada, ocupava mero papel operacional no controle do fluxo de caixa. A complexidade crescente do sistema fiscal brasileiro fez com esse modelo de organização fosse sepultado para sempre.

O terrorismo fiscal brasileiro

O Brasil é o 14º país no ranking das nações de maior carga tributária do planeta. Não bastasse o volume de tributos que oneram as empresas e as fazem perder competitividade no mercado (em média, cerca de 33% do faturamento das organizações nacionais são sugadas pelo Fisco), a legislação tributária brasileira é extremamente complexa, contraditória e impositora de uma infinidade de obrigações fiscais que remodelaram por completo as áreas contábeis, fiscais, financeiras e tributárias, dando-lhes feições gerenciais, muito mais atreladas às decisões estratégicas da empresa e ao core business da organização.

Responsabilidade maior para gestores contábeis, fiscais e tributários

Por outro lado, se a importância dos profissionais dessas áreas cresceu, as cobranças e a pressão vindas de cima também foram ampliadas à milésima potência. Mas em meio a tantos documentos, declarações, recibos e tributos, como suplantar a pressão e melhorar a eficiência da área fiscal da empresa? Veja neste artigo 5 ações imprescindíveis para controlar os encargos fiscais com eficiência e qualidade, otimizando a produtividade e maximizando os lucros da empresa em que você atua!

1. Realizar auditorias periódicas

Empresa em expansão significa mais notas fiscais sendo emitidas e mais fatos geradores criando novas obrigações tributárias. Em meio a esse borbulhar incandescente de comprovantes e declarações a serem entregues à Receita Federal, é normal que algum dado se perca pelo caminho, o que gerará inconsistências que certamente serão detectadas pela Fazenda. Para evitar ser pego pelo Leão, o ideal é apoiar com veemência a realização de auditorias periódicas na empresa que você atua, cujo sentido é simular a coleta e cruzamento de dados fiscais a serem verificados pela Administração Pública Fazendária, reduzindo ao mínimo os erros, sobretudo com a inserção de valores em sistemas fiscais, como SPED Contábil, Escrituração Contábil Fiscal (ECF) e e-LALUR.

2. Ter uma equipe contábil organizada

Controlar os encargos fiscais com excelência implica em introjetar na cultura da empresa a ideia de que organização se constrói no dia a dia. De nada adianta coletar documentos e notas fiscais às pressas, nas vésperas de entrega da ECF. O hábito de alocar Danfes e demais documentos comprobatórios em um arquivo organizado, bem como o cômputo imediato das obrigações fiscais no ato do fato gerador (sem permitir acúmulos para registros posteriores), são costumes que reduzem significativamente as chances de inconsistências na prestação de contas à Receita Federal.

3. Reduzir custos com um planejamento tributário

Planejamento tributário é essencial, desde que seja desenvolvido com o auxílio de ferramentas computacionais, softwares e infraestrutura de TI. Segundo estudos, uma boa estratégia de elisão fiscal pode reduzir os impactos tributários da empresa em até 35%.

4. Compreender que gestão fiscal não é custo, é investimento

Muitos profissionais da área tributária e fiscal ou gestores estratégicos ainda nutrem a visão equivocada de que gestão fiscal é um fardo para a empresa, um custo pesado e que deveria ser minimizado. Gerenciamento fiscal é investimento e seu monitoramento adequado tem potencial de economia e aumento da produtividade corporativa realmente impressionantes. Isso significa não abrir mão de adotar, sempre que possível, soluções automatizadas em gestão fiscal, softwares e infraestrutura de TI capazes de tratar com maior velocidade todos os dados fiscais da empresa.

5. Utilizar um bom sistema de gestão empresarial (ERP)

Por falar em tecnologia, eis o rei da gestão fiscal eficiente, estratégia absolutamente essencial em qualquer empresa, independente do porte. Um sistema de gestão empresarial (ERP) é uma poderosa solução de TI que integra todas as áreas da empresa, homogeneizando o fluxo de informações, reduzindo os gaps de comunicação internos e reduzindo praticamente a pó as chances de inconsistências em suas prestações de contas ao Fisco.

Mas como isso se dá na prática? Estamos falando de um sistema que acusa uma baixa no estoque e, imediatamente, envia dados atualizados ao sistema contábil da empresa, lançando o valor da respectiva venda no ativo circulante da empresa. Ao mesmo tempo, o software calcula os tributos devidos e faz o lançamento em menus específicos contendo as obrigações fiscais da organização. Em outras palavras, todas as áreas da empresa são interconectadas, o que permite, com muito mais facilidade, controlar os encargos fiscais com alta performance.

Como você controla os encargos fiscais na sua empresa? Já utiliza algum sistema ERP? Conte pra gente nos comentários abaixo e continue acompanhando o nosso blog para mais informações sobre o assunto!

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